No abrir dos olhos da manhã, o menino desperta, e como de costume vai a janela assistir as carruagens, as moças, as flores e os pássaros. Porém, em um dia nublado, o menino já acordado vai a janela, não compreende o que estava diante de seus olhos, já não via mais as carruagens, nem as moças, nem as flores e os pássaros, sua decepção foi tão profunda que de imediato o menino que nunca saia de casa, foi a praça.
Lá ele via quão sem graça ficavam todas as belezas da manhã ensolarada em outra nublada, a vida lhe parecia se esconder por detrás das nuvens, e o menino foi ficando triste... Triste como tudo ali.
Foi que de repente, passou seus em uma roseira, uma roseira de rosas abertas, ainda molhadas de chuva da noite anterior, então ele pensou: Ora, como pode esta roseira ser tão viva quando todo o resto é morto? E o menino permaneceu a fitar a roseira, interrogativamente.
Ela lhe parecia um pedaço, o rastro dos dias ensolarados presentes em sua memória, lembrou-se do sorriso de sua mãe, mãe solteira, que mesmo entre tantas dificuldades é dona de um sorriso amplo e profundo... A roseira é como sua mãe, ampla e profunda, dona de uma beleza tão contagiante a qual é capaz de alegrar o mais infeliz dos seres.
E de pouco a pouco, o dia triste e nublado, já não era mais tão triste e nublado, a beleza da roseira o havia dominado. E o menino que sairá de casa a fim de encontrar o sol, percebe no céu, por entre uma brecha de nuvens se abrindo, e os raios quentes e dourados sobre ele caindo, o faziam abrir os olhos pro dia, Sorrindo.
Luian Damasceno
segunda-feira, 2 de março de 2009
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Um comentário:
Nasce um novo Drummond en Juiz de Fora... Lindo texto, Luian, parabéns! Continue disseminando suas idéias nesse mundo vasto, porém tão vazio da internet... Bjaum!
Livia
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