domingo, 7 de junho de 2009

O Outro Lado

Acordei de manhã com os raios claros do dia entrando por entre as brechas da persiana. Após alguns minutos digeridos, aceitei a idéia de me levantar, enfrentar o mundo que se esconde por detrás dessa maldita janela. Ora, a vida não é feita de cama, filmes e cigarros (somente). É preciso enfrentar o sol, conservar o mínimo necessário de saúde para manter os mals e velhos hábitos até pelo menos os cinquenta. No entanto, uma força inexplicável suspende o peso do sono sobe minhas pálpebras. Gostaria de ser guinchado. Quem me dera poder ser arrastado nessa hora. Mais conveniente impossível. E caso este desejo estiver sujeito a reformas, gostaria de trocar aquele motorista fedorento e barrigudo, pois seria um imenso desprazer ter de olhar pra cara desse infeliz nessa “cavidade” da manhã. Bom mesmo seria se fosse uma equipe completa de Wake-up Girls das mais diversificadas etnias. Que lindo...

Mas tudo bem, ainda tenho a charmosa voz da telefonista que encomendei para meu celular a fim de me acordar mais suavemente do que aquele toque dos infernos. Ainda tenho o café fresquinho a me seduzir com seu aroma. Tenho o banho que é sagrado, banho de água benta levanta defunto! Tenho meus óculos escuros que já os coloco durante o banho. Aquele HollyBomba saboroso que faz de mim uma maria fumaça envenenada a circular pelas ruas. E é claro, acima de tudo, tem o imenso prazer de se chegar em casa e poder dormir novamente.


Luian Damasceno

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